Restaurante Amado em Salvador: ótima experiência!

De passagem por Salvador-BA, que continua linda e encantadora, resolvemos, no início de uma tarde ensolarada de semana, almoçar no Restaurante Amado, restaurante de “cozinha contemporânea, com alma brasileira”.

O Restaurante Amado tem á frente o chef Edinho Engel, proprietário do Manacá, restaurante muito conhecido e que faz sucesso há bastante tempo na Praia de Camburi, Litoral Norte Paulista.

Logo à entrada, sob o revigorante ambiente climatizado, há um bar com boa variedade de bebidas, com destaque para as caipirinhas e para a carta de cachaças.

Restaurante Amado: bar na entrada com destaque para as cachaças.

O restaurante possui pé-direito alto e ambientes em que predominam madeira e vidro.

Restaurante Amado: ambiente

Mas o que chama mesmo a atenção é a vista deslumbrante da onipresente Baía de Todos os Santos. E, com um visual desses de “tirar o fôlego”, até a fome – parceira inseparável, resolveu dar uma trégua.

Restaurante Amado: vista para o mar, deslumbrante!

A Baía de Todos os Santos é a maior baía do país, e a segunda maior do mundo, perdendo apenas para o Golfo de Bengala.

Por coincidência, completa no próximo dia 10 de novembro, 515 anos desde que as primeiras embarcações colonizadoras portuguesas navegaram por suas águas serenas. Seu nome é devido à tradição portuguesa de batizar as grandes descobertas com o nome do santo ou com o acontecimento religioso do dia – e 10 de novembro, é dia de Todos os Santos.

Dado a esse costume, alguns historiadores brincam que, se os portugueses tivessem se atrasado um dia, a nossa bela baía provavelmente se chamaria Baía de Finados. Não fosse o calor intenso, teríamos escolhido as mesinhas que ficam no deck, para desfrutar ainda mais dessa vista inebriante.

Restaurante Amado: deck com mesas e vista para o mar

 

Restaurante Amado: pão rústico, crostata de polvilho e outras delícias do couvert

Devidamente acomodados, pedimos o couvert da casa – composto de pão rústico (muito bom. Parecia um pão integral), crostata de polvilho (de massa crocante, a textura me lembrou algo que comia quando criança, chamado de cavaco), lascas de bacalhau no azeite, manteiga de alho e bolinhas de queijo de cabra.

 

Boa pedida para iniciar os trabalhos!

 

 

 

 

Caipirinha de cajú (acima) e jabuticaba (abaixo)

E como a sede apertou, ignorei que ainda teria que trabalhar e pedi uma caipirinha de caju com limão, combinação que parece inusitada, mas que se mostrou equilibrada e refrescante.

Cachaça branca, caju e limão em rodelas, gelo e açúcar.

Tornei-me fã desde a primeira vez que provei.

Provei outra caipirinha, desta vez de jabuticaba, escolhida com dificuldade dada a variedade de deliciosas opções (umbucajá, limão, siriguela, umbu etc.)

O cardápio é amplo, com várias opções de peixes, frutos do mar, carnes, aves, massas e risotos.

Uma boa opção para o paladar (e para o bolso!!!) é o almoço “prix fixe”, oferecido de segunda à sexta das 12h às 15h, em que, por R$ 75,00 pode se escolher entrada + prato principal + sobremesa, valor que cai para R$ 50,00, caso a escolha seja para entrada + prato principal ou prato principal + sobremesa.

 Caso deseje conhecer um pouco mais da cozinha autoral do chef, a casa também oferece no jantar de segunda à quinta, o  “menu da estação Amado” , uma sequência de 5 pratos por R$ 180,00 (R$ 280,00 se harmonizado com vinho).

 

 

Acabamos escolhendo diferentes pratos para conhecer um pouco mais das opções oferecidas.

Optei por salada de bacalhau com pimentão, quiabo, grão de bico, cebola rocha e coulis de pimentão vermelho; peixe ao creme de iogurte com cuscuz marroquino de legumes. Destaque para o peixe, uma bela posta de filé de robalo, no ponto perfeito de cocção.

Salada de bacalhau

Peixe ao creme de iogurte com cuscuz marroquino de legumes

Os demais presentes pediram raviole de Chevre com manteiga de sálvia e parmesão  (estava muito bom), e filé suíno ao jus, com quibebe, feijão verde e farofa crocante.

Raviole de Chevre com manteiga de sálvia

Filé suíno ao jus, com quibebe, feijão verde e farofa crocante

As sobremesas:

Musse de chocolate meio amargo com caramelo de dendê,  semifredo de goiaba com sorvete de leite ninho e bolo de banana com sorvete de macadâmia.

Musse de chocolate meio amargo com caramelo de dendê

Para finalizar, pedimos um café, acompanhado de madeleines e trufas com cacau.

Café, madeleines e trufas com cacau.

Do que provei, posso afirmar que, ainda que nem todos os pratos estivessem no mesmo nível de sabor, me surpreendeu a técnica de preparo e a apresentação.

E, claro, o atendimento atencioso, o ambiente e a vista generosa da baía, serão sempre um convite para retornar, quem sabe para um jantar!

Como a tarde caía e o trabalho nos esperava, nos restou a lembrança que há outro Amado que mereça ser lembrado na Terra dos Orixás.

Serviço:

Restaurante Amado – Av. Lafayete Coutinho, 660 – Comércio – Salvador – BA Tel: (71) 3322 3520 – www.amadobahia.com.br

Avaliação:

Comida: Grande variedade de peixes, frutos do mar, carnes, aves, massas e risotos, com toque contemporâneo e regional. 8/10

Serviço: Atencioso e eficiente – 8/10

Ambiente: De localização privilegiada, a casa tem diferentes ambientes, com adega, bar, salão principal e salão externo com um agradável deck de frente para o mar. – 9/10

Preço: Não é barato. Mas considerando a qualidade do que oferece, parece justo. – 7/10.

Sobre o autor

Engenheiro que virou professor. Antes de descobrir o Maranhão, foi mineiro, baiano, sergipano e paulista. Cozinheiro de fim de semana, adora viajar, comer e beber, não necessariamente nesta ordem. De buxada a foie gras, de cuxá a caviar adota a máxima: se tem cara boa, coma!

Relacionados